Gerais

3º estado que mais vende para os EUA, MG perde 187 mil empregos e R$ 21,5 bi na economia com 'Tarifaço de Trump'

Análise é da FIEMG, que simulou cenários da crise entre os países.

Fiemg: cenário não considerou retaliação do Brasil com base na Lei de Reciprocidade (foto: Freepik)

Terceiro estado brasileiro que mais vende para os Estados Unidos (EUA), Minas Gerais deverá sofrer duro impacto em sua economia, com a perda de múltiplos empregos, em razão da imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados àquele país. É o que diz uma análise feita pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que simulou cenários da atual crise entre as duas nações.

 

Somente no ano passado, Minas foi responsável pela movimentação de US$ 4,6 bilhões na pauta exportadora do país, 11,4% do total nacional, conforme dados indicados no painel do Comércio Exterior do Governo Federal (Comex Stat). O número representa 2,3% do PIB do estado. O café exportado para os EUA representou 33% do comércio entre os produtores mineiros e empresas americanas, totalizando US$ 1,5 bilhão.

 

Segundo a Fiemg, o ‘Tarifaço de Trump’, previsto para entrar em vigor em 1º de agosto, poderá impactar o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais em até R$ 21,5 bilhões, com possibilidade de perda de 187 mil postos de trabalho no estado, no prazo de 5 a 10 anos, se a crise no comércio bilateral não for resolvida. Um outro dado apontado pela federação é a redução de R$ 3,16 bilhões na massa salarial.   

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CENÁRIO NACIONAL

 

O cenário avaliado pela Fiemg não considerou uma retaliação do Brasil com base na Lei de Reciprocidade Econômica. Conforme a entidade, “a medida prevê a aplicação da alíquota máxima, sem distinção entre setores ou produtos, impactando de forma generalizada as exportações do Brasil para o mercado americano”. Nesse caso, o impacto na economia nacional seria de queda de 1,49% com a perda de 1,3 milhão de empregos, resultando em redução de R$ 24 bilhões na massa salarial.

 

As atividades que sofreram os maiores impactos no Brasil pelo ‘Tarifaço de Trump’ seriam a fabricação de equipamentos de transporte, com queda de 21,6% do PIB setorial, seguida pela produção de siderúrgica (-11,7%) e produtos de maneira (-8,1%).

 

De acordo com o painel Comex Stat, o Brasil exportou US$ 40 bilhões para os EUA (1,8% do PIB), consolidando os americanos como o segundo maior parceiro comercial do país com 12% da pauta exportadora, atrás apenas da China (28%). As exportações foram concentradas em três grupos de produtos: combustíveis minerais (US$ 7,7 bilhões), ferro e aço (US$ 5,7 bilhões) e máquinas e aparelhos mecânicos (US$ 3,6 bilhões). 

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