Gerais

Dois deputados por MG acionam Justiça pedindo suspensão de pedágios em rodovias do Triângulo

Maria Clara Marra e Rodrigo Lopes alegam falta de conclusão de obras iniciais em trechos concedidos pelo Governo Zema à iniciativa privada, segundo o jornal Estado de Minas.

Cobranças de pedágio começaram em novembro passado (foto: Sou Patos)

Dois deputados por Minas Gerais acionaram a Justiça para suspender os pedágios instalados em rodovias que cruzam o Triângulo Mineiro. São eles, Maria Clara Marra (PSDB) e Rodrigo Lopes (União Brasil). Segundo publicou o jornal Estado de Minas, de BH, os parlamentares alegam que as cobranças começaram antes que as primeiras intervenções previstas no edital de concessão fossem concluídas e que as vias estão em condições de conservação que não condizem com as tarifas.

 

O documento foi protocolado na 2ª Vara Cível da Comarca de Patrocínio, em ação que pede a suspensão da cobrança de pedágios em oito praças situadas no Triângulo. As rodovias do lote compreendem a BR-365 no trecho entre Uberlândia e Patrocínio; a BR-452 entre Uberlândia e Araxá, e as estradas LMG-782, LMG-798, MG-190, MG-427 e MGC-462. Todas estão sob administração da concessionária Rodovias do Triângulo SPE S.A. 

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VIAS COM IRREGULARIDADES

 

Segundo artigo do Estado de Minas, os parlamentares apontam que o edital determinava um prazo de nove meses para a conclusão de obras prioritárias de recuperação e manutenção das vias. As praças de pedágio deveriam começar a operar em outubro, mas a data foi adiada por decisão judicial condicionando as cobranças ao reinício das obras primárias.

 

Em 26 de novembro o pedágio começou a ser cobrado nas estradas do lote. Os deputados argumentam que, mesmo com as taxas aplicadas, as vias seguem com irregularidades. A ação pede que a cobrança de pedágios seja suspensa, ou que seja determinada redução em 50% no valor de R$ 12,70. Ao jornal da capital, a concessionária disse que cumpre com as obrigações assumidas no Contrato de Concessão, e aponta que não há o que se falar “em irregularidades e em suspensão da tarifa”.  

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