Gerais

Intoxicação por metanol amplia pressão sobre o mercado de bebidas alcoólicas em MG

Procon emite alerta a estabelecimentos que comercializam bebidas.

 

Foto: Pixabay

Donos de estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas em Minas Gerais devem reforçar o controle de rótulos e garrafas. A mobilização, após os óbitos e casos de intoxicação por metanol no país, propõe evitar a circulação de produtos adulterados, visando proteger consumidores e os próprios negócios. O alerta faz parte de um ofício expedido pelo Ministério Público, através do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).

 

Atualmente, 41 notificações de intoxicação estão sendo apuradas. Desse total, uma morte foi confirmada e outras sete estão sendo investigadas. Entre as orientações do Procon, direcionadas aos proprietários de bares, restaurantes e hotéis, estão: evitar comprar produtos de distribuidores desconhecidos ou informais; adquirir bebidas apenas de fornecedores idôneos; conferir a integridade dos lacres e a qualidade dos rótulos; e conferir a consistência dos dados, como números de lote e informações fiscais.

 

Atuando na prevenção, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana informa que repassou as recomendações aos proprietários de estabelecimentos que vendem bebidas. Já a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais indica que tem atuado no sentido de alertar sobre a necessidade de dar maior atenção à procedência das bebidas adquiridas no Estado. 

Continua depois da publicidade

CACHAÇA

 

O alerta atinge também a produção de cachaça, considerando que Minas Gerais lidera a produção da bebida, sendo também o principal mercado clandestino de alambiques. Em razão da insegurança causada pelos casos de intoxicação por metanol, o segmento revisou as expectativas de crescimento, que devem se manter no mesmo patamar de 2024.

 

O Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais apontou, através de seu presidente, Mário Marques, a ausência de fiscalização de bebidas por parte da Vigilância Sanitária, principalmente em alambiques não registrados. “Estamos preocupados com o ocorrido em São Paulo e isso não pode ser tratado de maneira pontual. Temos comerciantes que trabalham com cachaças clandestinas e precisamos de soluções em benefício da indústria e do consumidor”, diz. 

O escritório da Sou Patos está situado no seguinte endereço:

 

Rua Olegário Maciel, 63 – sala 108

Centro

Patos de Minas – MG

CEP: 38.700-122