
Investigação teve origem em representação formal encaminhada pela Prefeitura.
O Ministério Público de Minas Gerais instaurou Inquérito Civil para investigar possíveis atos de improbidade administrativa, nepotismo, conflitos de interesse e acúmulo indevido de cargos no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde de Patos de Minas durante a gestão da ex-secretária Ana Carolina Magalhães Caixeta, entre janeiro de 2021 e maio de 2026, no governo do ex-prefeito Luís Eduardo Falcão. Clique AQUI para acessar o inquérito na íntegra.
A investigação teve origem em representação formal encaminhada pela Prefeitura de Patos de Minas, após auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Município apontar indícios de contratações de pessoas ligadas à então secretária por meio do CISALP (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Paranaíba).
Segundo os documentos encaminhados ao Ministério Público, foram identificados pagamentos que somam aproximadamente R$ 905 mil a empresas e profissionais que mantinham vínculos familiares, funcionais ou de interesse com a gestão da saúde municipal. Entre os casos citados, estão a contratação de empresa pertencente ao marido da ex-secretária, de empresa administrada por sua prima, além de situações envolvendo servidores públicos que também figuravam como sócios de empresas contratadas para prestação de serviços na área da saúde.
O relatório também menciona possível conflito de interesses envolvendo profissionais que atuavam simultaneamente na regulação de procedimentos de saúde e em empresas prestadoras de serviços ao próprio sistema público, circunstância que, segundo a Controladoria, exige apuração aprofundada pelos órgãos competentes.
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NOTA DA PREFEITURA
Em nota divulgada nesta quinta-feira, dia 11, a Prefeitura informou que o Ministério Público converteu a Notícia de Fato em Inquérito Civil, determinou a apresentação de documentos e recomendou a suspensão de pagamentos aos investigados até a conclusão das apurações administrativas. A administração municipal também afirmou que instaurou procedimentos disciplinares internos e encaminhou integralmente os levantamentos realizados pela Controladoria ao Ministério Público.
Ainda conforme a nota oficial, o Ministério Público determinou o envio de cópia dos autos à Polícia Civil para avaliação da instauração de inquérito policial destinado à apuração de eventuais responsabilidades criminais.
Os fatos investigados ainda estão em fase inicial de apuração e não há, até o momento, decisão definitiva sobre eventual responsabilidade dos envolvidos. O objetivo do procedimento é verificar a existência de irregularidades, eventual dano ao erário e possíveis violações aos princípios da administração pública.
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