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Sem Cleitinho, como fica a disputa eleitoral para o Governo de Minas?

Pesquisas iniciais mostram cenário embolado, sem favoritismo.

Marcelo Aro, Alexandre Kalil, Patrus Ananias, Mateus Simões e Gabriel Azevedo (fotos: Reprodução/Redes)

Sem Cleitinho Azevedo na corrida para o Governo de Minas, a disputa eleitoral ganha um novo arranjo no estado. As primeiras consultas públicas, divulgadas em meios de comunicação, mostram um cenário mais embolado, sem favoritismo. Em suma, a desistência do senador republicano – que vinha liderando com folga as pesquisas – distribui indefinição na busca pelo comando do segundo maior colégio eleitoral do país.

 

O substituto de Cleitinho na coligação que pode unir um leque de partidos, como o Republicanos, PL, Federação União Progressista e Solidariedade, ainda não foi anunciado. Contudo, interlocutores indicam que o ex-secretário de Estado, Marcelo Aro (PP), pode ser o indicado. Há, também, rumores de que o PL possa encabeçar a chapa, ou com o presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe, ou com o empresário Vittorio Medioli.

 

Tudo isso ocorre restando pouco tempo para a definição dos postulantes ao cargo de governador. O prazo final das convenções partidárias é 5 de agosto. Entre os demais nomes indicados para a disputa do Palácio Tiradentes estão: o do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, filiado ao PDT, e que se posiciona como um candidato independente. Também, o do atual governador de Minas, Mateus Simões (PSD), que declarou apoio a Romeu Zema (Novo) na corrida para presidente.

 

Filiado ao MDB e fazendo uso de argumentos contrários a polarização política, está o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo. Pelo PT, o deputado federal Patrus Ananias, que foi vereador e prefeito da capital mineira, além de ministro em duas pastas de governos federais. Outros nomes anunciados: professor Túlio Lopes (PCB), Rafael Duda (PSTU), Ben Mendes (Missão) e Indira Xavier (UP). 

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DESISTÊNCIA DE CLEITINHO

 

A desistência de Cleitinho de concorrer ao Governo de Minas foi atribuída à morte do seu irmão mais novo, Matheus, vítima de leucemia. O senador também é irmão do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) e do ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo (Republicanos). O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, divulgou um vídeo na tarde de ontem (3), dizendo que Cleitinho tomou a decisão “espontaneamente diante do momento difícil que está vivenciando”.

 

Na oportunidade, Cleitinho, ao lado de Pereira, fez uso da palavra, dizendo, com explícita emoção, o seguinte: “Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade; […] Eu não estou bem”.

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