Cultura & Turismo

Entre a história e a subjetividade: patense Fabrício Henrique lança 'Hereges', novo single do projeto HiataBambara

Faixa está disponível no Youtube e BandCamp.

Fabrício destaca que o título 'Hereges' é fruto de uma intrigante pesquisa autoral (foto: Divulgação)

Já está disponível o mais novo single do artista patense Fabrício Henrique. Lançado pontualmente à meia-noite desta sexta-feira (25), o vídeo da faixa ‘Hereges’ pode ser assistido no YouTube e no BandCamp (clique AQUI para conferir). A música faz parte do projeto musical ‘HiataBambara’, um trabalho artístico voltado a provocar reflexões sobre as questões subjetivas, sociais e culturais da atualidade.

 

De acordo com Fabrício Henrique, a escolha por lançar faixas com forte teor subjetivo carrega um propósito claro: “Tem como principal intenção fazer com que o ouvinte, ou o telespectador, desperte em si memórias e sensações. Cada vídeo lançado serve para ‘complementar’ a ideia de uma música que não tem vocal”, explica. O músico destaca ainda que o título ‘Hereges’ é fruto de uma intrigante pesquisa autoral. 

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CONTEXTO HISTÓRICO

 

Dicionários e pesquisas rápidas na internet definem ‘hereges’ como indivíduos que defendem ideias ou doutrinas contrárias aos dogmas oficiais de uma religião ou instituição estabelecida. É a partir desse conceito que o artista aprofunda seu olhar sobre a circulação de informações e saberes alternativos ao longo da história.

 

Entre as bases dessa investigação estão grandes marcos arqueológicos, como a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto nas cavernas de Qumran – textos datados entre o século III a.C. e o século I d.C., que teriam sido escritos e preservados pelos essênios, uma comunidade judaica ascética local. Outra referência essencial são os manuscritos da Biblioteca de Nag Hammadi, uma coleção de textos do cristianismo primitivo e do gnosticismo encontrada no Alto Egito em 1945.

 

Para o artista, esses achados – somados a teorias provocativas como as do livro ‘A Nova Cronologia’, de Anatoly Fomenko e Gleb Nosovsky – servem como um lembrete físico de que existem muito mais conhecimentos e narrativas históricas a serem considerados além dos oficiais.

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