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Para quem estava se sentindo para baixo, desacreditado do Brasil, o resultado das urnas no domingo passado deu um fôlego, uma revigorada e até uma animada em boa parcela do povo brasileiro.
Mas como explicar os mais de 2 milhões de votos a mais que Flávio teve do que Lula?
Talvez a explicação mais simples seja que o povo cansou de ser feito de bobo, cansou de dar palco para hipócritas.
E no palco da hipocrisia do picadeiro de Lula estão as figuras de sempre, mas algumas que chamam mais atenção do que as outras.
Hoje, vendo sua campanha sem rumo e, consequentemente, se imaginando perdendo a eleição, o petista busca encontrar um culpado para seu fracasso.
Com certeza não é Geraldo Alckmin, que em 2018 tuitou: “Não existe a menor chance de aliança com o PT. Jamais terão meu apoio para voltar à cena do crime.”
Nem de Marina Silva, que também lá em 2018, quando perguntada sobre os crimes de Lula, respondeu: “É corrupção. Claro que é corrupção. É crime de corrupção. Lei da Ficha Limpa.”
Muito menos da também derrotada Simone Tebet, que, depois de dizer em 2022 que Lula era “O grande orquestrador do petrolão” – que até então era o maior escândalo da República –, ainda conseguiu um cargo no governo petista.
Há de se reconhecer uma virtude em Lula: ele não parece guardar mágoas. Tem a memória seletiva mais invejável da história moderna: esquece acusações, esquece ofensas e, principalmente, esquece o que disseram dele aqueles que hoje dividem seu palanque.
Para o azar do petista, em seu picadeiro, uma parte do povo brasileiro resolveu usar a memória completa no último domingo.
Os últimos anos demonstraram que é muito fácil para um político esquecer o que disse. O eleitor não é obrigado a fazer o mesmo. E, no segundo turno, veremos se a memória acompanhará o voto.
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