Gerais

A força da abstenção: como 3,7 milhões de ausentes podem decidir o 2º turno das eleições presidenciais em MG

Estado anota 3ª maior abstenção do país e vira alvo estratégico.

Foto: TSE/Divulgação

O cenário político para o 2º turno da eleição presidencial ganhou contornos ainda mais competitivos em Minas Gerais, motivado pelos expressivos índices de ausência no pleito do último domingo, dia 4 de outubro. Minas registrou a terceira maior taxa de abstenção proporcional do Brasil, com 3.735.098 cidadãos que deixaram de comparecer às urnas.

 

Esse montante equivale a 22,81% do eleitorado local, superando a média de não comparecimento de todo o território nacional, que ficou em 21,08% – o correspondente a 33,4 milhões de brasileiros ausentes no balanço global. Na comparação entre os estados, a taxa de desistência dos mineiros foi superada somente pelas marcas anotadas no Mato Grosso do Sul (23,87%) e no Rio de Janeiro (23,32%).

 

Diante desse panorama, o segundo maior colégio eleitoral do país reafirma sua posição de destaque, visto que historicamente espelha os desfechos presidenciais nacionais desde o período da redemocratização. As equipes de campanha de Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) certamente traçam planos estratégicos focados na recuperação desse público abstencionista.

 

Ao contabilizar as ausências somadas aos 661.039 votos brancos e nulos, estima-se que existam mais de 4,3 milhões de sufrágios em disputa no estado. Para o candidato petista, atrair esses eleitores é a chave para reverter o cenário do primeiro turno, no qual foi superado pelo oponente do PL por uma margem de 588.612 votos; já para Flávio Bolsonaro, o objetivo é consolidar e estender essa vantagem em solo mineiro.   

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LIDERANÇAS ESCALADAS

 

A relevância do estado se traduz diretamente nas lideranças escaladas para coordenar as táticas eleitorais locais. Pelo lado do PL, o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira, que obteve a maior votação do país, assume a linha de frente para ajustar o direcionamento da campanha de Flávio Bolsonaro.

 

Em contrapartida, a articulação do PT aposta na renovação, convocando a Brasília a deputada federal eleita Ana Elisa – que aos 21 anos estreou nas urnas como a segunda parlamentar mais votada para a Câmara em Minas – com a missão de elaborar formatos inéditos de comunicação para a campanha de Lula.   

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