
Crescem os casos de leishmaniose canina em Patos de Minas. A informação, confirmada pela Vigilância Sanitária e Centro de Controle de Zoonoses, traz números preocupantes: já são 256 registros no município em 2025, sendo que no ano passado foram 108. As regiões tidas como áreas de maior risco são os bairros Sobradinho e Guanabara. A doença – infecciosa, grave, não contagiosa – é transmitida pela picada da fêmea infectada do inseto flebotomínio, popularmente conhecido como mosquito-palha.
Existem várias formas de leishmaniose, sendo que as duas mais comuns são a tegumentar ou cutânea, que acomete a pele; e a visceral, que danifica fígado, baço e medula. Em Patos de Minas, os casos analisados são do tipo cutânea, conforme apurado. A transmissão para humanos ocorre quando o mosquito-fêmea infectado pica cães ou outros animais infectados, e depois pica o homem, transmitindo o protozoário.
Em recente conversa com a médica veterinária Laura Melgaço, proprietária da clínica Animale, ela pontuou que o tema pede atenção. “Infelizmente, estamos diagnosticando animais positivos para leishmaniose. E a grande preocupação é que, além de ser uma doença grave para os animais, é transmissível para o ser humano. Não existe vacina e a única forma de prevenir é evitando a picada do mosquito-palha. Existem produtos no mercado que ajudam nesse sentido, e um deles são as coleiras”, disse.
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DIAGNÓSTICO EM CÃES
O diagnóstico da leishmaniose em cães envolve exames clínicos e, possivelmente, exames de imagem, em razão de testes laboratoriais. Contudo, os sinais clínicos, como lesões na pele, emagrecimento progressivo, fraqueza, aumento do abdômen, crescimento anormal das unhas e alterações oculares, são frequentemente observados e podem levantar a suspeita da doença. Importante ressaltar, no entanto, que muitos cães infectados podem sequer apresentar sintomas. Por isso, é importante testar os animais de áreas endêmicas.
Já os testes laboratoriais são fundamentais para confirmar o diagnóstico. Entre os mais comuns estão:
COMO PREVENIR
A leishmaniose é uma doença grave que não possui uma cura parasitológica, somente uma remissão clínica. Sendo assim, o investimento em prevenção é fundamental. A prevenção da leishmaniose é possível através das seguintes medidas:
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