Saúde

Casos de leishmaniose canina mais que dobram em Patos de Minas em um ano: 256 registros em 2025

Em 2024, foram 108 casos no município.

A leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito-palha (foto: SES-MG/Divulgação)

Crescem os casos de leishmaniose canina em Patos de Minas. A informação, confirmada pela Vigilância Sanitária e Centro de Controle de Zoonoses, traz números preocupantes: já são 256 registros no município em 2025, sendo que no ano passado foram 108. As regiões tidas como áreas de maior risco são os bairros Sobradinho e Guanabara. A doença – infecciosa, grave, não contagiosa – é transmitida pela picada da fêmea infectada do inseto flebotomínio, popularmente conhecido como mosquito-palha.

 

Existem várias formas de leishmaniose, sendo que as duas mais comuns são a tegumentar ou cutânea, que acomete a pele; e a visceral, que danifica fígado, baço e medula. Em Patos de Minas, os casos analisados são do tipo cutânea, conforme apurado. A transmissão para humanos ocorre quando o mosquito-fêmea infectado pica cães ou outros animais infectados, e depois pica o homem, transmitindo o protozoário.

 

Em recente conversa com a médica veterinária Laura Melgaço, proprietária da clínica Animale, ela pontuou que o tema pede atenção. “Infelizmente, estamos diagnosticando animais positivos para leishmaniose. E a grande preocupação é que, além de ser uma doença grave para os animais, é transmissível para o ser humano. Não existe vacina e a única forma de prevenir é evitando a picada do mosquito-palha. Existem produtos no mercado que ajudam nesse sentido, e um deles são as coleiras”, disse.

(Imagem: Ministério da Saúde/Divulgação)

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DIAGNÓSTICO EM CÃES

   

O diagnóstico da leishmaniose em cães envolve exames clínicos e, possivelmente, exames de imagem, em razão de testes laboratoriais. Contudo, os sinais clínicos, como lesões na pele, emagrecimento progressivo, fraqueza, aumento do abdômen, crescimento anormal das unhas e alterações oculares, são frequentemente observados e podem levantar a suspeita da doença. Importante ressaltar, no entanto, que muitos cães infectados podem sequer apresentar sintomas. Por isso, é importante testar os animais de áreas endêmicas.

 

Já os testes laboratoriais são fundamentais para confirmar o diagnóstico. Entre os mais comuns estão:

 

  • Exames de sangue: o veterinário pode solicitar exames como o teste sorológico, que identifica anticorpos contra o Leishmania;
  • Citologia ou biópsia: amostras de lesões cutâneas ou linfonodos podem ser examinadas para detectar a presença do parasita;
  • Testes de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): detectam o DNA do parasita no sangue ou em outros tecidos, oferecendo uma confirmação mais precisa;
  • Exames de imagem: realize radiografias ou ultrassonografias para avaliar o grau de comprometimento dos órgãos internos.

 

COMO PREVENIR

 

A leishmaniose é uma doença grave que não possui uma cura parasitológica, somente uma remissão clínica. Sendo assim, o investimento em prevenção é fundamental. A prevenção da leishmaniose é possível através das seguintes medidas:

 

  • Uso de repelentes tópicos: aplicar produtos específicos para repelir o mosquito-palha;
  • Coleiras repelentes à base de deltametrina: existem coleiras que oferecem proteção contra picadas do mosquito-palha;
  • Controle e Limpeza do Ambiente: manter a casa e o quintal limpos, livres de matéria orgânica, que facilita a reprodução dos mosquitos. 

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