Saúde

Com 107 casos em 2026, Patos de Minas intensifica combate à leishmaniose canina

No acumulado desde 2024, o município soma 317 animais infectados.

Doença é transmitida por meio da picada do mosquito palha (foto: Divulgação/Agência Minas)

Patos de Minas já contabiliza 107 cães confirmados com leishmaniose em 2026. O número, computado de janeiro até o momento, acende o sinal de alerta na saúde pública municipal quando comparado aos dois últimos anos. Em 2025, foram registrados 131 casos positivos; já em 2024, o balanço fechou em 79 notificações. Os dados são do Poder Público Municipal, divulgados por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

 

No acumulado desde 2024, o município soma 317 animais infectados. Diante do avanço da doença, que afeta cães e humanos, a Prefeitura intensificou as ações de combate: agentes de saúde e de endemias foram capacitados para identificar casos suspeitos e orientar moradores durante as visitas de rotina.

 

Moradores que identificarem sintomas suspeitos em seus animais de estimação ou tiverem dúvidas podem acionar o órgão diretamente. O atendimento está disponível pelo telefone e WhatsApp (34) 3822-9624, de segunda a sexta-feira (dias úteis), das 7h às 18h.

 

Especialistas alertam que a principal barreira de proteção para os pets é o uso contínuo de coleiras repelentes contra mosquitos. Além do cuidado individual com os cães, a intervenção ambiental nos lares desempenha um papel crucial no controle do vetor. Manter quintais limpos e livres de matéria orgânica em decomposição é fundamental para quebrar o ciclo de reprodução do inseto. 

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SOBRE A LEISHMANIOSE CANINA

 

A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma doença infecciosa grave, porém não contagiosa (não passa diretamente de um animal para outro ou para o tutor). A transmissão ocorre exclusivamente pela picada da fêmea infectada do flebotomíneo, popularmente conhecido como mosquito-palha.

 

O vetor possui características físicas marcantes:

  • Tamanho reduzido: É um inseto muito menor do que um pernilongo comum.
  • Coloração: Corpo amarelado ou em tom de palha, que deu origem ao seu nome popular.
  • Asas peculiares: Longas e cobertas por pequenos pelos característicos da espécie.

 

A proliferação do mosquito-palha está diretamente ligada à falta de higiene e ao acúmulo de resíduos nos ambientes. Na fase de larva, o inseto se alimenta de matéria orgânica. Folhas acumuladas, frutos apodrecidos caídos das árvores, lixo doméstico (restos de comida), vegetais em decomposição e fezes de animais no solo criam o criadouro perfeito para o desenvolvimento do vetor. 

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