Gerais

CPI da Saúde: Ministério Público compartilha material da investigação com vereadores de Patos de Minas

Polícia Civil também atua, de forma paralela, na investigação.

(imagem de parte do documento emitido pelo MPMG)

Recente despacho do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), assinado pelo promotor de justiça Paulo Henrique Delicole, indica que o órgão irá compartilhar com os vereadores que compõem a CPI da Saúde, em Patos de Minas, parte do material já produzido, fruto de investigações relacionadas a possíveis irregularidades cometidas pela Secretaria Municipal de Saúde, entre janeiro de 2021 e maio de 2026, na Gestão Falcão.

 

A exceção, segundo o ofício do MPMG, são os documentos que se encontram sob sigilo, os quais devem, ainda, ser devidamente apurados antes de serem repassados aos parlamentares. Entre o conteúdo investigado estão suspeitas de nepotismo, improbidade administrativa, acúmulo indevido de cargos e funções e outros possíveis atos ilícitos, com probabilidade de dano aos cofres públicos.

 

O pedido de compartilhamento da documentação foi feito pela presidência da CPI. Ao atender à solicitação, o MPMG fez um alerta à comissão “acerca da exclusiva responsabilidade quanto à utilização do seu conteúdo, bem como na forma de eventual divulgação dos documentos oficiais, observando-se, no que couber, o que estabelece a Lei Federal 13.709/18” – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

 

A título de conhecimento, o trabalho realizado pela CPI da Saúde ocorre de forma paralela ao serviço prestado pelo MPMG. Cabe ressaltar que a denúncia partiu da própria Prefeitura de Patos de Minas, sob o comando da prefeita Sandra Gomes (PL). 

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INVESTIGAÇÃO

 

Segundo o ofício assinado pelo promotor Paulo Delicole, “o ponto de partida da investigação ministerial objetiva averiguar a real existência de prejuízo ao Erário patense, em decorrência das condutas denunciadas pela Administração Pública local, visto que os Relatórios apresentados pela Controladoria-Geral do Município precisam ser confirmados a partir de apuração própria, imprescindível à comprovação da prática de ato doloso ímprobo que importe em enriquecimento ilícito em prejuízo ao Erário”.

 

O documento aponta, por fim, que a Prefeitura Municipal segue investigando a execução de contratos administrativos, ao tempo em que o MPMG aguarda o desfecho da auditoria para avaliar os passos a seguir, relacionados à investigação. Outro dado indicado no ofício do MPMG refere-se ao fato de a Polícia Civil também estar realizando a sua própria apuração criminal do ocorrido, com trâmite na Delegacia Adjunta de Vigilância Geral.

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