Gerais

Governo de MG anuncia R$ 300 milhões para socorrer indústria mineira afetada por tarifaço de Trump

Romeu Zema anunciou monetização do crédito do ICMS e linha específica junto ao BMDG.

Ao lado do presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, Zema anuncia medidas (foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG)

O Governo de Minas anunciou medidas em resposta aos possíveis impactos pelo tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos (EUA). Em reunião com empresários, durante encontro realizado ontem (30) na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o governador Romeu Zema (Novo) prometeu crédito de R$ 300 milhões para empresas exportadoras do estado.

 

Segundo o chefe do executivo, a medida é uma forma de ‘reduzir os danos’ que poderão ser provocados pelas tarifas. Zema explicou que o valor proposto virá de duas fontes distintas. A primeira será uma linha de crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) de R$ 200 milhões, com juros reduzido.

 

A segunda será através da monetização do crédito do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) acumulado pelas empresas. O total de créditos será de R$ 100 milhões por ano, com acesso simplificado de forma a agilizar o socorro aos exportadores. “Infelizmente, não temos poder para resolver a situação, mas estamos à disposição para diminuir os impactos”, disse o governador. 

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MEDIDAS IMEDIATAS

 

Sobre a linha de crédito do BDMG, a pedido do governador Zema, a instituição está estruturando os detalhes, mas já antecipou que haverá condições especiais de taxa fixa de 0,9% ao mês, além de prazo de 60 meses para pagar, sendo 12 meses de carência. As demais condições estão em fase final de formatação para que a linha comece a ser operada nas próximas semanas.

 

Já em relação a estoques de créditos, o secretário de Fazenda explicou que acompanha a situação e que ela pode ser revista. “Esses R$ 100 milhões relativos a estoques de crédito de exportação que vamos monetizar é uma medida emergencial para trazer alívio aos setores que irão enfrentar dificuldades”, observou Luiz Cláudio Gomes.

 

O governo trabalha também em outras frentes para minimizar impactos, como a abertura de novos mercados, diversificando destinos. Além disso, o contínuo diálogo com setores produtivos, para avaliar se serão necessários novos suportes, além do fornecimento de dados aos negociadores brasileiros para demonstrar os impactos para a economia estadunidense – no caso do café e do açúcar, por exemplo, o importador americano deve ter dificuldade de suprir a demanda.  

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