
Há exatos 50 anos, chegava em Patos de Minas o gaúcho Inácio Carlos Urban. Nascido na cidade de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, desembarcou com a intenção de desbravar terras no Cerrado Mineiro, iniciando nova era da agricultura na região. Na época, incentivos do Governo Federal (através do Polocentro) motivaram não somente Inácio, mas outros gaúchos que, assim, como ele, mudaram-se para Minas Gerais.
Iniciava-se um novo tempo! Contudo, nada foi fácil. Persistência, espírito de responsabilidade e determinação foram cruciais para um projeto embrionário avançar com méritos e conquistas. Inicialmente ao lado de Edna Carvalho, quem conheceu no dia em que chegou a Patos de Minas (24 de maio de 1976), Inácio adquiriu as primeiras terras no município de Presidente Olegário, dando a elas o nome de Fazenda Farroupilha.
Começavam, então, os primeiros plantios de soja. Porém, sem sucesso nas colheitas iniciais. Entre os motivos, estavam as dificuldades no preparo do solo, o maquinário precário, a falta de conhecimento e de tecnologia própria, além, claro, das diferenças climáticas em relação à região Sul do país. Desistir, jamais! Inácio acreditou no projeto, contou com o apoio daqueles primeiros funcionários que se uniram a ele, e persistiu.
Começou, a partir de 1978, a produzir a própria semente, que servia tanto para consumo, como para comercialização. No início dos anos 80, a área de produção foi ampliada, passando a haver investimento em silos, armazéns e usina de beneficiamento, visando garantir a alta qualidade e o bom desempenho na lavoura.
NOVAS ÁREAS
A partir de 1984, novas áreas foram sendo adquiridas em diferentes regiões do estado: Coromandel, depois São Gonçalo do Abaeté, João Pinheiro, Paracatu, Buritizeiro, Pedras de Maria da Cruz e Patos de Minas. Da barraca de lona onde dormia nos primeiros anos em Presidente Olegário, aos pequenos tratores, a evolução implantada foi elevando todas essas regiões a outro patamar.
Nas fazendas, o plantio passou a englobar milho, milho doce, milho semente, soja industrial, semente de soja, tomate industrial, café comercial e especial para exportação, algodão, hortifrutis, entre outros. Além do foco na produção, outra prioridade passou a ser a expansão de terras, com áreas sendo melhor estruturadas e novos sistemas sendo implantados, de forma a favorecer o desenvolvimento.
No segmento da pecuária, o Grupo Farroupilha, que inicialmente mantinha o ciclo de cria e recria de gado comercial, passou a atuar na alta genética, preservando animais com características premiadas para melhoramento de rebanho, além da produção de touros Nelore.
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EXPANSÃO DE OPERAÇÕES
Com a expansão de operações pelo grupo, o Laboratório de Análise de Sementes tornou-se um dos marcos da empresa, sendo responsável pelo controle de qualidade de sementes. Outro destaque é a Algodoeira Farroupilha, erguida após a introdução do algodão nas fazendas do grupo. Hoje, o setor possui um dos armazéns mais organizados do país, com algodão 100% rastreado, do plantio à entrega do produto final, na indústria têxtil.
No ramo do café, além das áreas destinadas ao plantio, a Grano Trading surgiu em 2016 de forma a levar a imagem do Grupo Farroupilha para o mundo, através da comercialização dos cafés produzidos nas fazendas da empresa e em outras regiões do Brasil. A primeira unidade da Grano foi inaugurada em Patos de Minas; hoje, ao completar 10 anos, também se faz presente em Varginha, Patrocínio e Espírito Santo do Pinhal. Trabalha com cafés comerciais, especiais e orgânicos, conectando produtores com mais de 30 países.
Em suma, com o passar do tempo, os setores do Grupo Farroupilha – entre produtivos, comerciais, industriais e de qualidade – apresentaram vários avanços. Seja na ampliação de áreas, na diversidade de plantio, na atividade produtiva de criação de animais ou na expansão comercial. Com o progresso, a empresa passou a contribuir com o desenvolvimento de diversas regiões, através da geração de empregos, apoio em ações socioambientais e inovação em processos.
SEGUNDA GERAÇÃO
Ao completar 50 anos, o Grupo Farroupilha ganha impulso para seguir avançando. A contar, principalmente, com a participação direta da segunda geração, liderada por Erika Urban e Fernando Urban, além do executivo Noé Francisco. Com eles, a empresa tem agregado roupagem moderna, ganho de produtividade e resultados. E todos esses se somam, quando se faz um balanço de meio século.
O Grupo Farroupilha construiu uma base robusta e sólida, erguida sob fortes valores, como o desenvolvimento das pessoas e do conhecimento, o respeito ao meio ambiente e à sociedade, a evolução constante e o uso da tecnologia para a otimização da produção. A partir de agora, uma certeza: continuar, com responsabilidade, o legado construído por Inácio Carlos Urban.
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