
Em debate, ideia é ter aulas de trânsito integradas ao currículo escolar no Ensino Médio.
As facilidades planejadas pelo Governo Federal para simplificar a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vão além da redução do número de aulas práticas. Abrangerá também cursos gratuitos, que poderão ser oferecidos de forma online, ou nas escolas públicas. Entre as ideias em debate está permitir que alunos do Ensino Médio iniciem o processo de habilitação dentro da rede de ensino, com aulas de trânsito integradas ao currículo escolar.
Com a não obrigatoriedade de as aulas serem ministradas exclusivamente por autoescolas, a expectativa é a de viabilizar também negociações diretas entre alunos e instrutores, que precisarão de certificados que poderão ser obtidos por meio de cursos oferecidos pelo Ministério do Transporte o pelos departamentos de trânsitos dos estados (Detrans).
A expectativa, segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, é que as novas regras comecem a vigorar ainda este ano, por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), após a coleta de sugestões da sociedade, que está sendo realizada até o dia 2 de novembro por meio de audiências públicas.
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FIM DAS AUTOESCOLAS?
Segundo Renan Filho, esse não será o fim das autoescolas. “Elas vão continuar existindo. O que vai acabar é a obrigatoriedade de contratar a aula prática das autoescolas. O cidadão poderá optar por ter aula com um instrutor autônomo, inclusive em seu próprio carro, desde que esteja caracterizado com adesivos ou ímãs”, esclareceu.
Atualmente, o Brasil é o país mais caro da América do Sul para se obter uma CNH, com exigência de até 85 horas de aulas entre teoria e prática. O custo médio para ter uma habilitação no país é de R$ 3.215,64. O custo com autoescola representa 77% do valor.
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