
Em cinco anos, alta foi de 1.120% na receita e 780% no volume de exportações do grão.
A conexão entre China e Minas Gerais tem ganhado força por meio de um ilustre produto: o café. Em razão de mudanças nos hábitos de consumo da população chinesa e à capacidade do território mineiro em atender demandas por alimentos em grande escala, os embarques para o país asiático cresceram mais de 1.000% entre 2019 e 2023. Em 2019, a receita foi de US$ 20,5 milhões com volume de 135 mil sacas de café. Já em 2023, as vendas atingiram US$ 250 milhões e 1,2 milhão de sacas.
A alta do volume exportado veio acompanhado do aumento no preço da saca de café – foram 40% de valorização nos últimos cinco anos, comprovando a boa aceitação do produto mineiro no mercado chinês. A Emater-MG orienta que, para enviar o café para o exterior, o requisito principal é a segurança fitossanitária. Em outras palavras, o café tem que ser seguro e com identificação de origem, seguindo normas e legislações internacionais.
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EVOLUÇÃO
A China sempre comprou café de Minas, mas houve alta a partir de 2018, e um salto após a pandemia. Em 2019, o país ocupava a 21ª posição como destino das exportações mineiras de café, enquanto, em 2023, subiu para a 8ª. Este ano, o ritmo das exportações para o país asiático segue forte. Entre janeiro e setembro, as exportações contam com receita de US$ 134 milhões e envio de 627 mil sacas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta é de 35% no valor e 23% na quantidade embarcada.
O aumento do consumo de café pelo país asiático também tem um componente cultural. O gosto pelo café, entre uma população apreciadora de chá, vem sendo introduzido no país pelos jovens, especialmente as mulheres. São pessoas que, muitas vezes, trazem o hábito de tomar café do exterior. Atualmente, estima-se que um quarto da população da China, ou seja, 330 milhões de pessoas, consome café, conforme dados do Conselho de Exportadores de Café do Brasil.
Prova desse interesse foi o acordo assinado pelo Brasil com a rede de cafeterias chinesa Luckin Coffee, a principal importadora de café brasileiro no país asiático. A parceria prevê a compra de cerca de 120 mil toneladas de café brasileiro pela rede, que conta com mais de 16 mil lojas apenas na China. As cifras alcançam cerca de U$ 500 milhões. A empresa também se comprometeu, por meio do documento, a “promover e comercializar ativamente o café brasileiro para seus clientes e parceiros”.
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