Gerais

Suposta fraude de gênero em Patos de Minas: TSE julga processo que pode cassar vereadores na próxima semana

Processo que envolve suspeita de candidatura fictícia do Republicanos vai a julgamento.

Foto ilustrativa: Pixabay

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) incluiu, na pauta da sessão virtual de 2 a 8 de outubro, o agravo apresentado pelo PDT na ação que apura suposta fraude à cota de gênero na chapa de vereadores do Republicanos, nas eleições de 2024 em Patos de Minas. O processo tem como relator o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. A discussão envolve uma possível candidatura fictícia de Luciene Amaro de Oliveira, que obteve cinco votos nas urnas.

 

Em primeira instância, a Justiça Eleitoral reconheceu a fraude, anulou os votos do Republicanos e determinou a cassação do diploma do vereador Júlio César Gonçalves. Na segunda, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) reformou a sentença e afastou a fraude. Essa é a decisão que o PDT busca reverter, agora, no TSE.

 

Caso o TSE acolha o recurso e reconheça a fraude, todos os votos obtidos pelos candidatos do Republicanos nas eleições de 2024, em Patos de Minas, poderão ser anulados. Assim, a Justiça Eleitoral terá de recalcular a distribuição das cadeiras. Nesse cenário, além do vereador Júlio César, os mandatos de Itamar André e Otaviano Marques podem ser afetados pelo recálculo dos votos.

 

Com isso, o mais provável é que os seguintes candidatos do pleito de 2024 sejam chamados a assumirem as respectivas vagas: Isaías Martins, Rodrigo Falcão e Daniel Gomes. Contudo, se a decisão do TSE acompanhar a posição do TRE-MG (segunda instância), a composição da Câmara de Patos de Minas permanece como está. A ação do PDT é patrocinada pelo advogado Douglas Coutinho de Freitas (OAB/MG 99.928).   

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RELEMBRE O CASO

 

O resultado das eleições para vereador em Patos de Minas, em 2024, apontou vitória do candidato Júlio César Gonçalves, pelo Republicanos, com 923 votos, eleito pelo quociente partidário. A referida legenda obteve, reunindo a votação de seus candidatos, o total de 6.761 votos. Porém, a denúncia questiona a regularidade da vaga feminina preenchida por Luciene Amaro de Oliveira, sob a suspeita de que a candidatura tenha sido meramente formal para atingir a cota obrigatória por lei.

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