Saúde

Consequência de incêndios: Patos figura entre as cidades com piores índices da qualidade do ar em MG

Dados são da IQAir, que monitora a qualidade do ar.

Partículas e gases poluentes irritam as vias respiratórias (foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo)

A quantidade de focos de incêndio na região centro-oeste do país tem influenciado as condições do ar por Minas Gerais. De acordo com o site IQAir, que monitora a qualidade do ar, as regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba estão sob alerta para condições insalubres do ar. Unaí, no noroeste de Minas, é a cidade com o pior índice: 162 micrograma por metro cúbico (µg/m³) de poeira fina conhecida como PM2,5. Patos de Minas aparece na 13ª posição no estado, com 153 micrograma por metro cúbico.

 

O termo PM2,5 é popular no campo do controle da poluição do ar. PM é material particulado; e PM2,5 são partículas de poeira muito finas no ar que têm 2,5 microns ou menos de diâmetro, além de incluir partículas inaláveis, capazes de penetrar na região torácica do sistema respiratório. O PM2.5 é encontrado sob a forma de carbono negro e compostos químicos. Tais materiais são resultado da queima de combustíveis fósseis e matéria orgânica. O carbono negro contribui para o aquecimento global e é resultado de queimadas em áreas de vegetação.

 

Conforme divulgado, as cidades com os atuais piores índices da qualidade do ar (em µg/m³) são:  Unaí (162); Paracatu (160); Buritis (158); Arinos e Vazante (157); Coromandel e Monte Carmelo (156); Araguari (155); Patrocínio (154); Centralina, Conceição das Alagoas, João Pinheiro, Patos de Minas, Presidente Olegário, Tupaciguara, Uberaba e Uberlândia (153).

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AR INSALUBRE EM 8 ESTADOS E DF

 

Segundo o portal IQAir, além de Minas Gerais, outros sete estados brasileiros e mais o Distrito Federal sofrem, desde ontem (26), com ar insalubre devido à fumaça de incêndios. A mancha de poluição se estende do extremo oeste do Amazonas e passa por áreas de Acre, Rondônia, Pará, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, chegando a São Paulo.

 

Especialistas na área da saúde informam que partículas finas e gases poluentes da fumaça de queimadas irritam as vias respiratórias e podem exacerbar doenças preexistentes, como asma e bronquite. Os danos se intensificam de acordo com o tempo de exposição, mas é possível ter alterações agudas no pulmão respirando esses poluentes por apenas um dia, dependendo da quantidade. 

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