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Decreto do fim da escala 6x1 deve ser publicado na segunda-feira (9), indica Governo Federal

Medida vai garantir ao menos oito folgas por mês aos trabalhadores e flexibilidade por setor.

Foto: Agência Senado

O decreto que regulamentará o fim da escala de trabalho 6×1 deve ser publicado na próxima segunda-feira, 9 de novembro. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o texto definirá as diretrizes para a organização das novas jornadas. A medida visa garantir pelo menos oito folgas mensais aos trabalhadores de forma coordenada. O documento será discutido com o presidente Lula antes de sua divulgação oficial.

 

A regulamentação tem o objetivo de coordenar a transição das escalas em diversos setores econômicos, sem prejudicar empresas ou empregados. A publicação foi adiada em decorrência de ajustes na agenda presidencial de despachos. O governo federal pretende usar as negociações coletivas como a base principal para implementar as regras. Haverá flexibilidade para que cada setor ajuste seus cronogramas de descanso dentro do mês.

 

A nova proposta garante que as folgas equivalentes a dois descansos por semana sejam consolidadas dentro do mês, variando conforme a atividade executada. Setores de funcionamento contínuo, como saúde, transporte, segurança e limpeza urbana, receberão atenção especial nas regras. Marinho enfatizou que convenções nacionais poderão ser adotadas para facilitar a adesão dos estados. A prioridade do ministério será o entendimento direto entre patrões e empregados.  

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REDUÇÃO DA CARGA HORÁRIA

 

A mudança integra as exigências da Proposta de Emenda à Constituição que extinguiu o modelo de seis dias de trabalho por um de descanso. O plano prevê uma redução gradual da carga horária semanal de 44 para 40 horas no país. De acordo com o cronograma estipulado pelo governo, a implementação prática começará em 15 de dezembro de 2026. O foco é proteger os direitos trabalhistas e manter a estabilidade econômica.

 

Durante a apresentação dos dados do Caged, o ministro também criticou a postura do mercado financeiro frente aos debates econômicos. A reação ocorreu após questionamentos sobre as ideias do economista André Lara Resende para as áreas fiscal e monetária. Marinho defendeu que o presidente da República deve ter liberdade para ouvir visões divergentes. Ele classificou a resistência do setor financeiro como inadequada e restritiva.

 

O chefe da pasta do Trabalho contestou o nervosismo gerado na bolsa de valores sempre que alternativas econômicas entram em pauta. Para o ministro, o patamar atual das taxas de juros no Brasil é o verdadeiro obstáculo ao desenvolvimento nacional. Ele pontuou que os juros altos prejudicam diretamente o Estado, o ambiente de negócios e os cidadãos. Marinho concluiu afirmando que o debate plural de propostas é fundamental para o país. 

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