
A conquista do inédito quarto mandato presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi impulsionada pelo aumento do comparecimento dos eleitores às urnas no 2º turno. O petista conseguiu reverter o cenário inicial e abrir frente de 3,54 pontos percentuais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Essa virada apagou a desvantagem do 1º turno, quando o atual presidente estava cerca de 2,2 milhões de votos atrás do oponente (1,87 ponto percentual).
A mudança de rumo decorre da queda nos índices de votos inválidos e na taxa de não comparecimento. A abstenção recuou de um recorde histórico de 21,08% (33,4 milhões de ausentes) para 19,21% (30,4 milhões), trazendo 3 milhões de cidadãos de volta ao processo de escolha. No mesmo sentido, a opção por brancos e nulos registrou contrações respectivas de 0,62 e 0,81 ponto percentual, o que significou redução conjunta de 1,8 milhão de votos sem destinação partidária.
Essa mobilização tornou-se a saída viável para a campanha governista reagir ao isolamento político sofrido após a primeira etapa da votação. O movimento foi desenhado para contrapor os apoios de peso recebidos por Flávio Bolsonaro, que angariou alianças do escritor Augusto Cury e dos ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Diante desse cerco, a coordenação petista concentrou esforços em resgatar o eleitorado desengajado.
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COMUNICAÇÃO DIGITAL
O principal motor dessa reação foi a comunicação digital, capitaneada pelo canal de WhatsApp ‘Exército do Lula’, sob a gestão do deputado federal André Janones. A ferramenta, que superou a marca de 10,4 milhões de inscritos, esteve no centro de uma disputa jurídica que expôs divergências internas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), chegando a ser suspensa temporariamente por determinação do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.
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