
O samba, a cachaça de alambique e a histórica Casa de Dona Beja são oficialmente reconhecidos como patrimônios culturais de Minas Gerais. Em reunião realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou o registro das Expressões do Samba e dos Modos de Fazer Cachaça de Alambique como patrimônios imateriais do estado, além de determinar o tombamento definitivo do casarão em Araxá.
A decisão, respaldada pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), representa um marco fundamental para a salvaguarda da identidade, da memória e das tradições mineiras. De acordo com Josiane de Souza, secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, a medida cumpre o papel vital de proteger saberes que correm o risco de se perder com o tempo.
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VALORIZAÇÃO
No caso da cachaça de alambique, o registro abre a oportunidade para que produtores artesanais, inclusive aqueles que operam fora dos meios formais de cadastro, ganhem o devido reconhecimento e valorização de seu ofício. Da mesma forma, o tombamento da Casa de Dona Beja cumpre a missão de preservar a memória do início do século XIX e a biografia de uma mulher profundamente ligada à história da cidade de Araxá.
A chancela dada ao samba carrega um peso ainda maior, sendo celebrada como uma verdadeira reparação histórica e uma exaltação da força da afro-mineiridade. O registro reconhece a diversidade e a forte presença do ritmo no estado, que atualmente contabiliza 246 grupos cadastrados. O dossiê que fundamentou essa conquista foi elaborado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).
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